segunda-feira, 8 de março de 2010

A magia do carnaval

Final de ano e carnaval é sempre a mesma coisa, aglomeração de gente e milhões de pessoas querendo salgar a bunda no mar. Na verdade, eu nunca gostei dessas épocas de feriado prolongado e um dos motivos é porque todo o estado de São Paulo sempre resolve passar o feriado no litoral, e não satisfeitos, todos eles se esforçam em esgotar todos os estoques de comida e água das cidades da baixada.

Minha casa no litoral estava cheia, como sempre acontece. Numa das manhãs de feriado prolongado, tive que ir a padaria. É foda duro ter que acordar uma hora mais cedo e entrar numa fila que dobra o quarteirão para comprar quarenta e cinco pães e um quilo de mortadela “da mais vagabunda, por favor“. A qualidade dos pães despenca nessas épocas, porque o padeiro sempre volta bêbado das baladinhas e lá pelas três e pouco da manhã começa a fazer uma maçaroca que irá se tornar um pão duro e queimado mais tarde – ou vocês acham que ele ficava acordado esperando dar o ponto do pão? -. Mas mesmo assim o Seu Manuel tem motivos para ficar com o bigode de orelha-a-orelha, afinal, o movimento aumenta e MUITO.

No caminho de volta o sol já está torrando alguns pobres caramujos que não conseguiram se esconder. Chego em casa e tenho que andar com cuidado, pois o chão da sala está repleto de parentes que eu nunca vi na vida, mas que sempre lembram da família no carnaval e no ano novo.

Com o tempo todos vão se levantando e ocupando todos os dois banheiros da casa para satisfazerem suas necessidades matinais. Nesse meio tempo eu estou colocando a mesa do café da manhã e mesmo assim acabo sendo o último a comer e como sempre, sobra o pão mais duro, o fim do pote de margarina e um resto de café gelado.

Lá pelas 10hs da manhã, o povo decide ir para a praia e o inferno recomeça! Todos os bebês resolvem que é hora de sujar a fralda e é nesse momento que qualquer superfície serve para limpar o sujeitinho, inclusive a mesa do meu computador! Pois é, isso aconteceu mesmo e me deu vontade de jogar a criança pela janela ao presenciar uma tia que eu nunca tinha visto antes, trocando a fralda de um bebê que eu nem sabia o grau de parentesco! Pelo amor dos caramujos, é de mexer com o âmago do cidadão!

Uma pausa aqui só para dizer que eu acho que eu estava sentindo falta da minha pinga com mel!


Voltando… =)

Chegando na praia, não havia lugar para armar o guarda-sol, pois a areia já estava tomada de turistas. A solução foi se acomodar na grama mesmo, bem na frente de um idiota que resolveu abrir todo o carro e colocar funk! Meu dia já estava péssimo e como Murphy sempre está por perto, eu já me preparava para o pior!

Claro que eu tinha ido à praia só para ver as menininhas de biquíni tomando sol no bunda lombo, mas confesso que também acalmar os ânimos, fui dar uma volta totalmente despretensiosa. Encontrei um amigo que há muito eu não via e junto com ele estava a coisinha mais linda do mundo!

A prima dele e seus 1,65cm, cabelos castanhos até a bundaaaaaa. Ah, mas que bundinha linda! Nesse exato momento em que eu a secava olhava, recebi uma cutucada do meu amigo invisível que me trouxe a realidade!



– Como vou chegar nela se até aquele momento meu dia tinha sido uma bosta!?

Sem colocar vaginas em pedestais e exibindo meu físico de jogador de truco, tomei atitude e parti para cima da mocinha. Depois de algum segundo tempo conversando eu já estava xavecando-a descaradamente! Contra todas as expectativas da natureza, de Murphy e uma meia dúzia de cueca que estava tentando chamar a atenção dela, ELA acabou me arrancando um beijo hollywoodiano enquanto eu me distraia inocentemente com o bronzeado de outra princesa.

Bom, passei a tarde com ela, que por sinal, se mostrou uma companhia agradabilíssima e acabamos ficando no dia seguinte até eu voltar para inferno São Paulo novamente.

Pensando bem, será que meus parentes eram muito chatos ou era eu que andava estressado e precisava curtir um pouco do carnaval?

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